Sicília: conheça as características dos vinhos da maior ilha do Mediterrâneo


A Sicília é uma ilha, a maior do Mediterrâneo, separada da Itália pelo Estreito de Messina, e composta por nove províncias: Palermo (a capital), Catania, Siracusa, Agrigento e Taormina, muito conhecidas e procuradas pelos turistas, Caltanissetta, Enna, Messina, Ragusa e Trapani. Possui cerca de cinco milhões de habitantes, sendo que a capital possui 1,2 milhão, o que significa ser a quinta maior cidade italiana.

Com áreas montanhosas e acidentadas, os solos da região italiana são pobres e localizam-se em encostas com ótima incidência de raios solares. Já o clima apresenta-se com verões intensos e baixa quantidade de chuva, o que torna a região ideal para que as videiras alcancem o ápice de sua qualidade. Com mais de 100 mil hectares plantados de videiras, a Sicília é a maior fonte de vinhos de toda a Itália, com a impressionante produção de mais de 500 milhões de litros anuais. São 23 Denominação de Origem Controlada (DOC), 1 Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG - Cerasuolo di Vittoria – vinho tinto) e 7 Indicações Geográfica Típica.

Os vinhos sicilianos têm se destacado mundo afora. E o que estamos assistindo é o renascimento de uma região que até poucos anos atrás era conhecida somente pela quantidade e não pela qualidade dos vinhos. A história e trajetória da bebida nessa parte extrema do Sul da Itália são antigas, e para entendermos melhor é preciso voltar 3,5 mil anos no tempo e nos remetermos à época dos antigos gregos e a fundação das cidades de Siracusa e Agrigento. Foi nessa época que os colonos se instalaram na costa, trazendo suas vinhas e as plantando junto a outras espécies nativas. Nascia ali a história os primeiros vinhos italianos.

Na Sicília, o terroir propenso tem apresentado ao mercado vinhos intensos, concentrados e com explosão de fruta. Na parte oriental da ilha concentra-se a produção dos tintos, com destaque para a região do imponente Vulcão Etna e suas constantes erupções. É na região do entorno do Etna que atualmente estão plantadas, a mais de três mil metros de altitude, algumas das melhores vinhas da Itália. Na parte ocidental, nos entornos de Palermo, além da província de Trapani e Agrigento, dominam os vinhos brancos.

A exemplo de outras regiões italianas, como a Campania, a Sicília também se destaca pela quantidade e variedade de cepas A Nero d’Avola (foto acima), que origina um dos tintos mais famosos e conhecidos do Sul da Itália, reina entre as tintas, originando vinhos com aromas intensos, que podem ser elaborados como varietais ou em cortes, o que normalmente acontece. Há outras tintas de destaque, como a delicada Nerello Mascalese, da qual provêm vinhos leves e muito saborosos, e Capuccio e Frappato. Nas brancas indígenas, os vinhos de maior potencial e personalidade são elaborados com Catarrato, Inzolia, Grillo e Carricante. Já entre as variedades internacionais, destaque para a Shyrah e Cabernet Sauvignon, entre as tintas, sem tirar os méritos da Chardonnay, entre as brancas.


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