Azeite de oliva brasileiro: como escolher o seu para preparar o peixe da Sexta-feira Santa


Se você vai preparar um peixe nesta Sexta-feira Santa saiba que utilizar um bom azeite de oliva faz toda a diferença no sabor do prato. Mas é preciso escolher o melhor azeite de oliva para prepará-lo. A Bon Vivant dá dicas de como escolher o azeite ideal para preparar os pratos com peixe. E a principal é: consuma azeite brasileiro! Confira no link https://simplebooklet.com/azeitebrasileiro#page=0 uma seleção de produtos verde-amarelos.

O azeite esconde vários segredos. Um deles está justamente no momento da compra, e refere-se ao preço. Isso porque é quase impossível um extravirgem, o qual deve ter menos de 0,8% de acidez, custar pouco. “Portanto, se você se preocupa com a sua saúde e a de sua família preste muita atenção na hora de comprar o produto. “Um preço excessivamente baixo deve chamar a atenção. Não existe, nos azeites, condição de combinar alta qualidade do produto a preços muito baixos. Para fazer um litro de azeite extravirgem são necessários oito quilogramas de azeitonas. Em casos de oferta de produtos a preços baixos, observar a data de validade, que pode estar perto do vencimento, resultando num azeite velho, apagado e às vezes defeituoso”, explica a sommelier de azeites Maria Beatriz Dal Pont.

Sobre a acidez

A acidez declarada no rótulo é necessária, mas não suficiente para atestar qualidade. Indica apenas o percentual de ácidos graxos livres presentes no azeite e a maior ou menor degradação da azeitona da qual é obtido; é tanto menor quanto as azeitonas estiverem em bom estado. “A acidez do azeite não é perceptível no paladar e pode ser medida apenas através de uma análise química. Não se deve confundir a picância típica dos azeites novos e sãos com elevada acidez”, pontua a sommelier.

Muito além do preço

Segundo Maria Beatriz, além do preço, é preciso prestar atenção também nas condições do frasco e da estocagem. O frasco deve ser de vidro escuro – verde ou marrom - estar bem tampado e estar exposto no mercado em local protegido da luz, com temperatura média. “É importante observar se estão estocados perto de fontes de calor que possam influenciar na alteração de suas propriedades”, explica.

Outro ponto que deve ser analisado é o prazo de validade, que deve ser de 12 meses após a data do engarrafamento do azeite. “Algumas empresas fixam em 18 meses sua validade, ou até dois anos de sua fabricação. Isto não significa que seu produto é mais estável. Todos os azeites nascem da maceração das azeitonas e esta acontece geralmente em junho no Hemisfério Sul e em novembro, no Hemisfério Norte. Este é o motivo pelo qual se sugere não fazer estoques de azeites superiores a dois ou três meses de venda/uso, sempre levando em consideração a região de produção. Quando o azeite está com sua data de validade por expirar, pode ser consumido sem problemas, mas as suas qualidades organolépticas estarão bastante atenuadas e seu gosto doce e plano. Assim, se a preferência do consumidor for um sabor mais vivo, é aconselhável utilizá-lo para cozimento”, destaca a sommelier de azeites, Maria Beatriz Dal Pont.

A garrafa de azeite também deve apesentar bico dosador retrátil, com vedamento perfeito após a abertura da garrafa. Observar se o bico não possui aberturas, de modo que, ao servir, gotas de azeite não retornem para dentro da garrafa, acelerando a oxidação do produto. Substituir a embalagem original por azeiteiras e colocar bico dosador também não é recomendado. A luz ambiente e o ar que entra pelo frasco mal fechado podem levar à perda de sabor e aroma.

Classificação

Azeite extravirgem: deve ter menos de 0,8% de acidez.

Virgem: de 0,8 a 2%

Lampante: acima de 2% (não reco- mendado ao consumo, podendo ser tóxico e nocivo à saúde).

Azeite, quanto mais fresco, melhor

O principal diferencial do azeite brasileiro é o fato dele ser fresco, ou seja, chega ao consumidor logo após a sua extração. Isso confere ao produto características de frescor e aromas frutados muito interessantes. O azeite importado da Europa, por exemplo, é transportado em um navio por meses e chega aqui num estado bem diferente do que estava na hora do envase. Porém, o produzo brasileiro pode chegar até o consumidor alguns dias depois do envase. O país que mais exporta azeite para o Brasil é Portugal, seguindo pela Espanha e Chile.


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