Azeite extravirgem brasileiro: expectativa de uma boa safra


É tempo de colheita de azeitonas em diversas regiões do Brasil. Mesmo com algumas condições climáticas adversas, os trabalhos de colheita e produção de azeite já estão a todo vapor, especialmente na região Sudeste e nos estados do Sul, dois dos maiores polos produtores do fruto.


Os trabalhos devem prosseguir até o final do mês de março e os produtores, prudentes, acham que ainda é cedo para arriscar o total de toneladas que serão colhidas ou quantos litros de azeite conseguirão engarrafar. Mas é impossível negar um clima de confiança no setor. Nas montanhas da Serra da Mantiqueira, os pomares localizados em menores altitudes estão com a safra praticamente finalizada. O trabalho passa, então, a ser concentrado nas propriedades mais altas e frias, onde o amadurecimento dos frutos é mais tardio. Cerca de 1,5 milhão de oliveiras estão distribuídas em uma área entre 2,5 e 3 mil hectares. Aproximadamente 60% dos olivais estão em solo mineiro, enquanto os outros 40% se distribuem entre São Paulo e Rio de Janeiro. A região foi pioneira no cultivo de oliveiras no país, com a primeira extração de azeite realizada em 2009.


O maior produtor pode repetir 2021 - A colheita está em andamento para os cerca de 200 produtores do Rio Grande do Sul, maior produtor do país, com quase sete mil hectares plantados e que concentra cerca de 75% da produção nacional de azeites de oliva extravirgem. A estiagem, que afeta o estado, tem reflexos nos olivais.


“Tivemos má distribuição de chuva, isso afetou os pomares de forma desigual. Áreas mais próximas ao litoral, como Barra do Ribeiro e Sentinela do Sul, tiveram poucos problemas com a falta de água. A nossa área, na região Sul, é intermediária e foi atingida em partes. Já mais para o interior, como Santana do Livramento, está bem preocupante. Poderia ter sido pior, mas também poderia ser melhor”, detalha Alcyr Cardoso, diretor técnico do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), e produtor, em Piratini, do azeite Olivae.


Apesar do mau tempo no campo, Cardoso espera que a produção gaúcha da safra 2022 se iguale à do ano passado, que ficou em 202 mil litros de azeite. A colheita deve ser beneficiada pelas novas áreas que estão entrando em produção, assim como ocorre na Mantiqueira.


“Será uma safra boa, devemos ter aumento no volume final em relação a 2021, mas não é uma super safra. Geralmente se planta aos poucos, por etapas, à medida que as árvores vão ficando mais velhas, têm copas maiores e a tendência é ter mais produção. A olivicultura é um cultivo em constante expansão e ainda vai crescer muito”, prevê.

Fonte: AgroUrbano Comunicação

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