Nove Merlots custo-benefício para curtir o inverno que inicia hoje

June 20, 2018

 

 

Com o objetivo de apresentar aos leitores diferentes opções de vinhos elaborados com a Merlot, que é uma das uvas tintas mais plantadas no mundo, a Revista Bon Vivant convidou vinícolas brasileiras a enviarem amostras para uma degustação às cegas. Mais de 70 rótulos foram recebidos e 60 receberam 85 pontos ou mais do nosso grupo de degustadores.

 

De todos os vinhos que foram publicados, separamos nove que receberam o selo de custo-benefício da Bon Vivant, ou seja, vinhos que obtiveram 88 pontos ou mais dos avaliadores e que custam menos de R$ 50. Aproveite a chegada do inverno, que inicia hoje, dia 21, e faça a sua seleção.

 

Quer saber quais são todos os vinhos que fizeram parte do Guia de Merlot publicado pela Bon Vivant? Então assine a revista digital e tenha acesso à matéria completa e a muito mais conteúdo exclusivo.

 

Oito vinhos brasileiros custo-benefício eleitos pela Bon Vivant

 

 

 

 

90 Pontos

Basso Vinhos e Espumantes, Monte Paschoal, Reserve Merlot

 

 

Safra 2013

Farroupilha, Serra Gaúcha

Preço médio: R$ 28

 

 

 

90 Pontos

Guatambu Estância do Vinho, Rastros do Pampa Merlot

 

 

Safra 2017

Dom Pedrito, Campanha Gaúcha

Preço médio: R$ 40

 

 

 

90 Pontos

Vinícola Fazenda Santa Rita, Fazenda Santa Rita Merlot Rosé

 

Safra 2017

Muitos Capões, Campos de Cima da Serra (RS)

Preço médio: R$ 45

 

 

 

88 Pontos

Boscato Vinhos Finos, Boscato Cave Merlot

 

Safra 2014

Nova Pádua, Serra Gaúcha

Preço Médio: R$ 36

 

 

 

88 pontos

Casa Savoia, Casa Savoia Merlot

 

Safra 2015

Nova Veneza, Santa Catarina (SC)

Preço médio: R$ 50

 

 

88 Pontos

Cooperativa Vinícola Aurora, Aurora Reserva Merlot

 

Safra 2016

Bento Gonçalves, Serra Gaúcha

Preço médio: R$ 39,90

 

 

88 Pontos

Cooperativa Vinícola Aurora, Aurora Varietal Merlot

 

Safra 2017

Bento Gonçalves, Serra Gaúcha

Preço médio: R$ 23,60

 

 

 

88 Pontos

Cooperativa Vinícola Garibaldi, Chalet Du Clermont Reserva Merlot

 

Safra 2016

Vinícola localizada em Garibaldi, na Serra Gaúcha. Vinho elaborado em Canelones, Uruguai

Preço médio: R$ 36

 

 

 

88 Pontos

Vinícola Zanella, Villa de Vinhas Merlot

 

Safra 2014

Antônio Prado, Serra Gaúcha

Preço médio: R$ 45

 

 

 

* Os preços divulgados foram informados pelas próprias vinícolas e são os praticados nos seus varejos e em suas e-commerces.

 

Degustadores

 

Arlindo Menoncin (enólogo e sommelier), Luciano da Rosa (sommelier), Daniel Deparis (enólogo), Thomas Bolzan (enólogo), Zeca Venturini (enólogo), Fernanda Bebber Scopel (enóloga), Maria Cristina Sommer Valim (sommeliere), Luciano Vian (enólogo), Daniel Salvador (enólogo), Janaína Mazzarotto (enóloga), Mateus Galiotto (enólogo) e André Larentis (enólogo).

 

Sobre a Merlot

De origem francesa, a Merlot é responsável por pelo menos um vinho mítico, o Château Petrus, que, pelo obvio, dispensa apresentação. A França continua sendo o maior produtor desta casta, com aproximadamente dois terços da produção mundial. Bordeaux, com 56% de seus vinhedos cobertos de Merlot, é a principal produtora; sobretudo na sua margem direita, onde a uva domina as plantações das regiões de St. Émilion e Pomerol.

 

No Brasil, embora seja a principal variedade tinta da única DO nacional, a DO Vale dos Vinhedos, de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, não é a mais cultivada. Atualmente, ocupa a segunda colocação entre as tintas, ficando atrás da Cabernet Sauvignon que é cultivada em 1.208 hectares no Rio Grande do Sul, estado que responde por 90% da produção brasileira. Dos 40.336,36 hectares de vinhedos, 759,92 são de Merlot, que rende uma produção de 8.046,17 toneladas, conforme o Cadastro Vítícola 2015/RS, última base de dados oficial disponível.

 

Segundo o Cadastro Vitícola, no Rio Grande do Sul são cultivadas 138 variedades de uva, entre viníferas (destinadas à produção de vinhos finos e espumantes) e uvas americanas e híbridas (reservadas à elaboração de vinhos de mesa e sucos). As principais regiões produtoras são: a Serra, a Serra do Sudeste, os Campos de Cima e a Campanha.

 

Adaptação

De estrela em muitos varietais à coadjuvante no tradicional ‘corte bordalês’, surpreende por produzir vinhos de fácil agrado, quase sempre macios e sedutores. A Merlot é uma casta que amadurece rapidamente. Adapta-se muito bem a climas mais frios e lugares com solos áridos, argilosos e até rochosos. O chefe geral da Embrapa Uva e Vinho, o pesquisador Mauro Celso Zanus, destaca que um dos fatores para a boa adaptação é que a casta possui um ciclo precoce se comparada a Cabernet Sauvignon, o que leva a uma maior estabilidade de qualidade safra após safra. “O melhor da Merlot é o seu conjunto. Ela tem um ciclo que permite alcançar uma completa maturação, atribuindo aos vinhos uma excelente coloração, aroma frutado e equilíbrio de acidez e de taninos, que é a característica mais importante. Isso é percebido safra após safra”, aponta o especialista.

 

Quanto aos aromas, destacam-se os de frutas negras, como ameixas, cerejas ou cassis; os de ervas como alecrim e orégano; e os de especiarias como canela e noz-moscada. Pode apresentar outros aromas, como caramelo, baunilha e café, quando os vinhos estagiam em madeira.

 

Na boca, normalmente apresenta textura macia e bastante aveludada. Seus taninos também são macios. Acidez e álcool em níveis equilibrados. O uso de carvalho pode acrescentar sabor especial à uva, mas também pode diminuir sua elegância. Recomenda-se que os vinhos dessa variedade sejam bebidos mais jovens do que os feitos com outras castas francesas, como a Cabernet Sauvignon ou a Syrah, a fim de manter sua vivacidade e frescor.

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