Como é feita a classificação do café?



Marília Zanelato

@mariliaszanelato

Já conversamos neste espaço sobre as diferenças entre café especial e café tradicional, além de espécies de café. Agora chegou a vez da classificação. Isso mesmo! Hoje vamos conversar com vocês sobre esse assunto tão importante para o consumidor.

Mas antes de falar de classificação, é preciso falar sobre a Associação Brasileira da Indústria de Café - ABIC, que é quem normatiza as indústrias de café no Brasil. Desde 12 de março de 1973 a associação representa as indústrias de torrefação e moagem de café de todo o país.


A ABIC foi criada por representantes dos Sindicatos das Indústrias do Café de diversos estados, que viram na formação de uma entidade nacional a melhor forma de negociar com o governo o estabelecimento de políticas de real interesse do setor apoiada pela união de forças. A formação da entidade também visava dar início a um trabalho que interrompesse a queda vertiginosa no consumo de café, cujas vendas caíram drasticamente entre as décadas de 1970 e 1980.

Essa queda drástica foi gerada por vários motivos, entre eles: interferência governamental, congelamento de preços e proliferação de empresas que adulteravam seus produtos, desvirtuando totalmente o mercado.


Em 1989 a ABIC cria o Programa de Autofiscalização da Indústria de Café, um projeto inédito e ousado, considerado um dos maiores sucessos dos últimos anos no setor de alimentos e bebidas, mais conhecido como Selo de Pureza ABIC. O Código de Proteção e Defesa do Consumidor, primeiro estatuto do país a normatizar e disciplinar as relações e responsabilidades entre fornecedores e consumidor final, entrou em vigor em 1991, somente dois anos depois do lançamento do programa do Selo de Pureza.


O sucesso da ABIC é tão grande que chamou a atenção da Organização Internacional do Café – OIC, que vem utilizando o caso brasileiro como modelo para outros 60 países consumidores do produto. De acordo com o organismo, em nenhum outro país do mundo se verificou um aumento tão expressivo no consumo do café quanto no Brasil.


Pronto, agora que a gente já falou da ABIC, vamos classificar nossos cafés.

Em 2004 foi criado pro PQC – Programa de Qualidade Global que certifica a qualidade do produto final por meio de uma metodologia de análise sensorial, e classifica e diferencia os cafés em quatro categorias: Extraforte, Tradicional, Superior e Gourmet. Além de certificar o produto, a empresa é auditada quanto às boas práticas de fabricação de todo o processo de industrialização para garantir consistência.


A avaliação da qualidade da bebida café é feita por provadores treinados em laboratórios credenciados por meio de análise sensorial e leva em conta aroma, acidez, corpo, adstringência, fragrância do pó e amargor, entre outras características. A categoria de qualidade do café é determinada conforme a nota de Qualidade Global (QG) obtida pelo produto numa escala de 0 a 10. Esta classificação, que é única no mundo, auxilia o consumidor a decidir qual a qualidade do café que deseja ao adquirir.


Recomendações técnicas ABIC


A ABIC considera as seguintes categorias de qualidade do café e o que as determina é a faixa de nota de Qualidade Global obtida pelo produto, numa escala de 0 a 10.

Cafés Tradicionais ou Extraforte

Café para o consumo do dia-a-dia, com custo menor. São comparáveis aos vinhos de mesa, que tem qualidade aceitável com o preço acessível, para o consumo diário. São constituídos de cafés arábica, robusta/conilon ou blendados.

Nota de QG >= 4,5 e < 5,9.


Cafés Superiores

Café de qualidade boa e sabor mais acentuado. São comparáveis aos vinhos superiores, que estão na escala intermediaria de qualidade, melhores que os Tradicionais e/ou Extra fortes e com valor agregado. São constituídos de cafés arábica, ou blendados com robusta/conilon.

Nota de QG >= 6,0 e 7,2.


Cafés Gourmets

Café excelente, exclusivo e de alta qualidade, com sabor e aroma mais suaves por causa da seleção dos grãos e de torra controlada. Também é possível perceber notas frutais, achocolatadas, e de nozes. São comparáveis aos vinhos mais finos, os grand cru, mais raros e exclusivos, finos e de alta qualidade.

Nota de QG>= 7,3 até 10.


Boas xícaras! FONTE: https://www.abic.com.br/


Na próxima semana tem muito mais sobre café, essa bebida fabulosa que ocupa nossa casa, corações e memórias!



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